Segunda-feira, Junho 14, 2010

Budapest - Clique aqui para ver as fotos.



Hotel Mathias City, Budapest - Uma experiência digna de Bram Stocker.

Somente para quem está muito de bem com a vida!

O hotel fica na rua Marcius, ponto bastante central de Budapest.
O taxi me deixou na frente do hotel, que fica num prédio antiquíssimo, muito mal cuidado, como a maioria dos prédios de Budapest.
Quando comecei a subir uma escadaria de mármore toda corroída, senti o drama.
Na recepção o cara estava de mau humor e me atendeu mal. Ele parecia o Nosferatu do Max Schreck, no filme de Murnau, em 1922.
Ele era alguem parecido com o Michel Temer, candidato a vice da bruxa Dilma, que também é do time dos horrores e dos terrores.
Tudo a ver com o clima do hotel!
Ele me deu a chave (surpresa, um cartão magnético!) e disse que o quarto ficava na direção tal, atravessando o saguão, abrindo a porta tal com o cartão, depois subindo uma escada em caracol, dobrando a direita, descendo dois degraus, depois dobrando a esquerda, etc. Naturalmente, me perdi e voltei ao cara da recepção, que ficou indignado por eu não conseguir localizar algo tão fácil, segundo ele. Aí eu soltei minhas feras, que já estavam vociferando, contidas, dentro da jaula.
Gritei alto com ele e disse que a coisa podia ser fácil para ele, que trabalhava naquela cripta, há séculos.
Aí as coisas mudaram. Ele me acompanhou até um pedaço e me mostrou como transpor o primeiro obstáculo. Depois de vários erros, consegui chegar ao quarto 167.
Quarto espartano, cama digna de um aspirante a monge budista. Afinal eu estava em BUDApest!
Quando olho pela janela, vejo um corvo sentado na amurada! Pronto, a produção caprichou no cenário! Depois fiquei sabendo que o prédio tinha sido a residência de Mathias Corvinus, Rex Hungaria...
Foi uma noite um pouco agitada, olhando para a janela, esperando a visita de algum hematófago sedento.
Na manhã seguinte, desci para a cripta, onde seria servido o desjejum. Aí foi que caiu a minha ficha! Eu estava num hotel-museu e não num hotel qualquer.
Nesse momento comecei a mudar de opinião e passei a encarar a situação com outros olhos, com olhos de arqueólogo, a quem tinha sido dada a oportunidade de desvendar os mistérios de Mathias Corvinus.
O ambiente era muito escuro, iluminado por castiçais (era luz elétrica - a produção falhou nesse ponto...) pendurados nas paredes e no teto.
Quando consegui sentar a uma mesa, eis que surge uma horda de turistas famintos, invadindo o ambiente.
Me lembrei do filme do Roman Polanski, a Dança dos Vampiros, onde a vampirada secular levantava do túmulo para ir ao baile anual, oferecido pelo Conde Drácula.
Surpresa! O desjejum era delicioso! (Acho que tinha até sangue, para os mais ortodoxos, naturalmente...)
Explico: o hotel recebe várias excursões, todos os dias, vindas de toda a parte da Europa.
Mas, deixando de lado o sarcasmo, Budapest é maravilhosa.
Mal conservada, é verdade, mas imponente.
Parece que alí a Europa terminou, dando lugar a um clima de Istambul, um clima já do oriente. Os imigrantes turcos são numerosos, diga-se de passagem.
E as termas? Ah! as termas! Só isso já é um motivo para visitar Budapest.
As duas mais famosas são a Gellért a Széchenyi . Fui um dia em cada uma.
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Český Krumlov - Clique aqui para ver as fotos.

Essa pequena cidade medieval da Bohemia do Sul, região da República Tcheca, foi uma das melhores passagens desta viagem, senão a melhor. Cortada pelo rio Vlatva, o mesmo que passa em Praga, a cidadezinha distribui-se ao longo de vários meandros do rio. É cercada de muros, tem um portão de entrada, um castelo magnífico no alto de uma rocha, enfim, tem todos os elementos para uma bela história de reis, príncipes, donzelas, etc.
Assisti a um concerto de música medieval nos jardins do palácio, em uma noite de lua cheia, o que me transportou, em definitivo, para 1302. A prática do rafting no rio Vlatva é o esporte preferido. Dali fui visitar České Budějovice, outra cidade medieval da região. Clique no título para ver as fotos.

Viena - Clique aqui para ver as fotos.

O que dizer de Viena?
Tudo já foi dito sobre essa cidade encantadora, às margens do Danubio.
Palácios, bondes, pontes, ópera, teatros, música, hoteis luxuosos, confeitarias (Ah! A Confeitaria Sacher!), Schoenbrun, Maria Therezia,etc.
Fui ao Teatro da Ópera de Viena assistir Madama Butterfly, ópera de Puccini.
Eu havia programado uma viagem de hidrofólio pelo Danubio, de Viiena até Budapest, mas as cheias do rio impediram a navegação. Acabei indo de trem.
Na foto ao lado, a embaixada do Brasil na Áustria.
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Praga - Clique aqui para ver as fotos.


Praga me encantou. A cidade tem uma vida cultural intensa, ótimos restaurantes, castelos, pontes, torres, gente bonita.
Fui assistir ao ballet Lago dos Cisnes no teatro Hibernon, um dos vários templos da arte que existem na cidade.
Hospedei-me no hotel Ibis Old Town, muito bem localizado
Na temporada alta (verão) há concertos de música clássica em todas as igrejas, todas as noites. Melhor que palavras, as fotos dizem mais. Clique no título para acessar o album de fotos.

Cracóvia - Clique aqui para ver as fotos.


Cracóvia, que já foi capital da Polonia, me surpreendeu em beleza. Castelos, casas antigas, flores, pássaros, gente alegre e feliz. É um prazer perder-se em suas vielas tortuosas. Fez um pouco de frio, mas logo apareceu o sol para colorir o mundo.
A praça central da cidade é o ponto de encontro de todos os turistas e habitantes. Muita cor local.
Meu plano era ir de trem ou ônibus de Cracóvia para Praga, mas não havia nenhum dos dois no dia em que eu precisava.
Acabei voando com a Czech Airlines até Praga.
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Karlovi Vari - Clique aqui para ver as fotos.


Em 1350, o imperador Carlos IV, durante uma caçada em território ao norte de Praga, notou que seus cães sairam gritando depois de um mergulho nas águas de um riozinho que banhava a região. Constatou, então, a causa do incidente: as águas tinham uma temperatura altíssima, quase insuportável. Estava descoberto, assim, o local que se tornaria a mais famosa estação de águas de toda a Europa, quiçá do mundo. O local tornou-se, através dos séculos,  um ponto de peregrinação de reis, nobres e mesmo de plebeus, em busca da cura para seus males, bebendo e banhando-se nas águas dos rios Ohře e Teplá.
Hoje, Karlovi Vary (Banhos do Carlos em tcheco), ou Carslbad para os alemães, é uma cidade muito chic, que continua recebendo a nobreza de nossos tempos: atores famosos, milionários russos e árabes, que se hospedam no deslumbrante Grandhotel Pupp.
É indispensável uma visita a ela, quando você for a Praga. A viagem demora apenas 1 hora e meia.
Lá existem instalações públicas que canalizam águas de diversas temperaturas e sabores para fontes lindíssimas, construídas nos anos 1800. O visitante pode beber gratuitamente delas, usando elegantes vasos de porcelana, parecidos com chaleiras, facilmente adquiridos no local. A arquitetura milenar da cidade está preservada; é um prazer sem fim perambular por suas charmosas ruas.
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Varsóvia - Clique aqui para ver as fotos.


O voo de Amsterdam para Varsóvia atrasou em 1 hora e o taxi, que eu havia contratado pela internet, não estava mais me esperando. Tudo bem, peguei outro e fui para o Hotel Hetman, previamente reservado.
A cidade tem os ares de Moscou, fria, escura, sem cores.
Ainda existem prédios destruídos pela 2ª Guerra Mundial.
No centro da cidade existe um predião soviético, cópia fiel da universidade de Moscou. É um gigante, presente da Russia à Polonia, que não permite que os poloneses esqueçam os terríveis dias de domínio comunista. A foto acima foi feita no Parque Łazienki, uma das belas coisas da cidade.
Visitei o Gueto de Varsóvia, local onde foram confinados os judeus durante o domínio nazista na Polônia. Outro lugar interessante é o que resta da fábrica de Oscar Schindler, aquele que salvava judeus, empregando-os em sua fábrica, livrando-os da câmara de gás. Grande filme do Steven Spielberg, a Lista de Schindler.
A parte velha da cidade é a mais interessante, com feiras livres, flores, artesanato, castelos, etc.
Peguei o trem para Cracóvia e tive que viajar dentro do banheiro, pois estava superlotado. O trem não é um bom meio de transporte na Polônia. É sujo, superlotado.
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Terça-feira, Junho 01, 2010

Varsovia-Krakow-Praga










Cheguei em Varsóvia, onde fiquei 1 dia e depois fui para Kraków - Cracóvia. Kraków, a segunda cidade da Polônia, é muito linda.
Coloco-a entre as mais belas que ja vi até hoje: Paris, San Petersburgo, Cape Town e agora, Kraków. O clima não tem ajudado muito. Faz muito frio e dizem que é por causa das cinzas do vulcão islandês. Já começou uma nova glaciação?
Hoje, dia 1º de junho, estou em Praga, capital da República Tcheca. Realmente, a cidade é tudo aquilo que diziam e muito mais. Mais uma para a minha coleção de belas cidades.
Aqui em Praga o frio está mais intenso ainda, coisa inesperada para a primavera - Primavera de Praga. As fotos estão muito escuras, porque o tempo está sempre nublado.



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